UM BRADO DE LIBERDADE

Centro Histórico volta a ser palco do festival Nordeste Independente

Centro Histórico volta a ser palco do festival Nordeste Independente

João Pessoa será palco mais uma vez do FESTIVAL NORDESTE INDEPENDENTE!! Calma amigos não se trata de nenhuma celebração ao discurso de separatismo geográfico da canção interpretada por Zé e Elba Ramalho (olha eles aí de novo!!). Estamos falando de um evento com viés de liberdade artística, surgido em uma lista de discussão na internet, que chega a terceira edição e acontece quase simultaneamente em várias cidades da região. O FESTIVAL NORDESTE INDEPENDENTE 2009, versão Paraíba, é uma realização conjunta do AUMENTA QUE É ROCK e COLETIVO MUNDO e acontece nesta sexta-feira, 03 de abril, a partir das 20 horas na Intoca com shows, exposições e sorteio de piercing e tatoo…

UM É POUCO, DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS…

Pelo terceiro ano consecutivo a capital paraibana está inserida entre as cidades-sede e traz aos palcos do Centro Histórico da capital as bandas locais CERVA GRÁTIS com seu show alcoólico e escrachado (www.myspace.com/cervagratis), o rock retrô dos garotos do SEM HORAS (www.myspace.com/semhoras) e o som estridente e ensandecido da AFETAMINA (www.myspace.com/afetamina). Completam o line up a fúria melódica da potiguar DISTRO (www.myspace.com/distrorock) e o post punk contagiante da paulista VÊNUS VOLTS, que encerra a noite (www.myspace.com/venusvolts). Paralelo as atrações sonoras o espaço vai abrigar a exposição de três artistas plásticos da nova safra pessoense, IGOR TADEU, VERDEE e BRUNO MORALES.

TUDO AO MESMO TEMPO AGORA

Além de João Pessoa, participam da edição deste ano do Nordeste Independente Fortaleza, Natal, Salvador, Camaçari e Aracaju. A idéia de se criar um Festival em conjunto com diversas cidades do Nordeste surgiu no início de 2007 no grupo virtual de discussões, que carrega o mesmo nome. Formada por músicos, produtores e jornalistas ligados à cena independente nordestina, a lista nasceu com o propósito de integrar as ações entre os estados da região, através da agilização de turnês de forma coletiva, cooperação na divulgação e formulação de projetos, troca de informações e colaboração entre outros.O FESTIVAL NORDESTE INDEPENDENTE é a compilação anual destas ações integradas em prol da música independente no Nordeste.

A BOLA DA VEZ

Coletivo cultural da Paraíba rompe divisas e passa a ocupar espaço permanente na MTV.

A produtora Aumenta que é Rock estreou este semana uma página virtual, dentro do site da MTV Brasil. O blog (www.mtv.uol.com.br/aumentaquerock/blog) tem o objetivo de atuar como um mapa das atividades e manifestações culturais desenvolvidas em João Pessoa e na Paraíba, além de atualizar e ampliar a divulgação das ações desenvolvidas pelo coletivo. O convite partiu da própria MTV, maior emissora de música do mundo, que há anos acompanha as ações do Aumenta que é Rock por aqui, tendo inclusive realizado cobertura integral do I Festival Aumenta que é Rock em 2006.

NA REDE

A pretensa proposta de radiografar a cena artística estadual, apesar de estar calcada no rock, foge de rótulos e nomenclaturas e vai contemplar também outros gêneros da música independente local, além de diversas áreas relacionadas como artes plásticas, cinema, fotogtafia etc. O Aumenta que é Rock carrega a premissa de compreender este gênero universal muito além de um sonoridade específica e, sim, como um grande esqueleto cultural de liberdade, diversidade e inovação, englobando assim variadas formas e formatos de arte.

AÇÕES MÚLTIPLAS

O novo desafio do Aumenta que é Rock é mais uma etapa de um exitoso projeto de difundir a cena rock paraibana e possibilitar aos adeptos do gênero um efetivo canal de comunicação. Nestes quase quatro anos de atividades, as ações foram de um programa de rádio e produção contínua de eventos, passando pelo consolidado e anual FESTIVAL AUMENTA QUE É ROCK, à administração de uma casa de shows (Galpão 14), página virtual própria (www.aumentaqueerock.com.br), até esta mais nova empreitada de ter uma espaço exclusivo dentro do site da MTV!

As ações do Aumenta que é Rock tem contribuído diretamente para a inserção da Paraíba no rico mercado de música independente brasileira e alimentado o intercâmbio entre bandas locais e nacionais. Neste período, bandas paraibanas puderam acompanhar a inédita execução de suas músicas em uma emissora de rádio extremamente popular, além de poder dividir o palco com bandas de outros estados do país, que nunca haviam tocado em João Pessoa, mas passaram a incluir a capital paraibana como rota obrigatória nas turnês nordestinas.

A MÚSICA NÃO PODE PARAR…

O Aumenta que é Rock deixa a administração do Galpão 14 após dois anos de atividades! A parceria, iniciada em fevereiro de dois mil e sete, transformou a casa de shows, localizada no Centro Histórico de João Pessoa, em uma referência para as manifestações culturais que circulam na cidade. Shows nacionais e internacionais, festivais de pequeno e médio porte, raves, festas africanas, bailes de black music, sessões de vídeo e até aulas temáticas ocuparam o espaço durante o período.

Parte interna do Galpão - 2007 (Por Adelle Nóbrega)

Parte interna do Galpão - 2007 (Por Adelle Nóbrega)

Apesar de calcado no universo do rock, o coletivo Aumenta fez valer a premissa de iconoclastia e diversidade e transitou nos mais variados segmentos da música alternativa enquanto esteve à frente dessa empreitada, consolidando a casa como porto seguro para adeptos do reggae, música eletrônica, rap e incontáveis outras segmentações musicais.

Sob o comando do coletivo Aumenta que é Rock, passaram pelos palcos do Galpão 14 nada menos que cento e quarenta bandas paraibanas, sessenta de quase todos os outros estados do país e até mesmo duas atrações estrangeiras (The Nation Blue – AUS/ One Day – ARG).

Nesse período, o local se tornou em umponto de aglomeração para a cena local, atuando como divulgador e escoador da nova e velha música produzida na Paraíba (de Escurinho e Cabruêra, a Burro Morto e Sem Horas), além de inserir a capital do estado no mapa da produção independente nacional, sedimentando a cidade como parada obrigatória para as turnês de bandas pelo Nordeste.

O rock paraibano deixou de ser notícia ocasional e periférica para se transformar em realidade cotidiana. A evidência pode ser percebida na ocupação semanal de páginas dos cadernos de cultura dos jornais, portais e agendas de TV das principais empresas de comunicação da Paraíba e, muitas vezes, do Brasil!!

VIDA LONGA AO ROCK´N ROLL

Marcos Thomaz, um dos coordenadores do Aumenta que é Rock, afirma que questões contratuais e compromissos paralelos dos integrantes inviabilizaram a manutenção da parceria com o Galpão 14, mas garante que esse fato é apenas o fechamento de mais um ciclo na história do coletivo:

“ O Aumenta é uma organização móvel e isto nos agrada muito, pois, além das relações de negócio, consideramos o projeto desde o nascedouro como um diletantismo, uma causa. Nascemos como programa de rádio em uma emissora extremamente popular, executando rock independente da Paraíba, em meio às canções da moda, depois viramos uma produtora de eventos, daí veio o Festival Aumenta que é Rock, que tem uma força imensurável, a cada ano com projetos mais audaciosos, maior apelo popular e visibilidade mais intensa… Então, antes de ser casa de shows, o Aumenta é tudo isto e vai continuar agregando novas funções e vencendo etapas!!”

Estúdio Aumenta-lancamento Portal Overmundona PB

Estúdio Aumenta-lancamento Portal Overmundona PB

Ele ainda descarta qualquer discurso pessimista e afirma que a carência de um espaço específico não será obstáculo para a continuidade do projeto: “Neste período, dezenas de bandas se formaram e outras tantas deram adeus aos palcos. Em meio a tudo isso o Aumenta que é Rock nunca deixou de estar na ativa e projeta muito mais ações contínuas. Mas, o fundamental foi saber que o trabalho rende frutos e consegue mobilizar músicos, produtores e público. Pudemos acompanhar o surgimento e consolidação de organizações empenhadas em trabalhar em prol do rock como a Otimismo Produções, Coletivo Mundo, Stage Dive, entre outras. Já realizamos eventos em parceria com algumas destas e planejamos muito mais intervenções conjuntas. Podem esperar que teremos muitas novidades do Aumenta que é Rock para 2009. Let´s Rock!!”

Fábio Maturano (Aumenta que é Rock!)

BOEMIA, ADEREÇOS, SENTIMENTALISMO E UMA PITADA DE ROCK´N ROLL…


Banda baiana toca no III Aumenta que é Brega!

Já imaginou a mistura de Waldick Soriano com Camisa de Vênus?? Amado Batista e Elvis Presley?? Pois esta é a proposta da banda baiana Movidos a Álcool, que desembarca neste domingo em João Pessoa para apresentar pela primeira vez por aqui o reconhecido show de rock mais brega do Brasil! A festa, batizada de Aumenta que é Brega, acontece no Galpão 14 (Centro Histórico) a partir das 18 horas e conta com a participação das locais Caronas do Opala e Canalhas e Cafajestes.

O brega-rock do Movidos a Álcool transpõe a mera estilização de figurinos floridos e coloridos. Além do álcool, o combustível da banda é a bem sucedida mistura de letras inteligentes, melodias bem ambientadas ao universo de boemia e performances estonteantes, principalmente do líder e vocalista, que responde pelo sugestivo nome de Cachaça.

A banda foi criada em 2001 e além do front-man Cachaça, mantêm da formação original o guitarrista Belvis, além dos “agregados” Wilyto no baixo e o baterista Dimmy Drummer (The Honkers).

O show na capital paraibana faz parte da primeira turnê do Movidos a Álcool pelo Nordeste. Apesar dos sete anos de estrada, as apresentações da banda ainda se limitavam ao território baiano com destaque para a participação no Festival de Verão de Salvador em 2007, quando abriram o show de Reginaldo Rossi. Fora da Bahia se aventuraram apenas em uma memorável apresentação para 15 mil pessoas na Praça da Independência em São Paulo, ao lado da folclórica banda Velhas Virgens.

O show que apresentam aqui neste domingo faz parte da turnê de lançamento do segundo disco da carreira dos baianos: “Mulheres que nos fazem beber demais”. As doze faixas do novo trabalho mantêm a irreverência e energia do primeiro álbum “Vamos Biritar?”, mas apresentam letras mais elaboradas em relatos do universo de acontecimentos que rondam as mesas de bar como boemia, traições e dores de amor.

Antes do Movidos a Álcool subir ao palco do Galpão 14 o público pode conferir a apresentação do novo show da maior banda de brega rock da Paraíba, o Caronas do Opala e a novata Canalhas e Cafajestes. Ambas são formadas por músicos da cena rock local, que aficionados pelo universo brega resolveram unir os gêneros musicais e se surpreenderam com o resultado.

SERVIÇO
AUMENTA QUE É BREGA!
MOVIDOS A ÁLCOOL+CARONAS DO OPALA+CANALHAS E CAFAJESTES
GALPÃO 14 (CENTRO HISTÓRICO)
DOMINGO, 18 DE JANEIRO DE 2009
18 HORAS
R$ 5,00

TÚNEL DO TEMPO

Maior banda do rock paraibano faz show beneficente e com formação original no Galpão 14

A banda Zefirina Bomba volta a se apresentar na capital paraibana cheia de novidades. O show acontece nesta sexta-feira a noite a partir das 22 horas no Galpão 14 (Centro Histórico) e tem a participação das bandas Rotten Flies, Letal e Cerva Grátis.

A apresentação da Zefirina Bomba tem vocação solidária e sentimento nostálgico. A entrada custa apenas três reais e toda a bilheteria será destinada ao Hospital Napoleão Laureano. A idéia partiu do próprio vocalista do Zefirina Bomba, Ilson Barros. Outra surpresa é a reunião da formação original com Ilson – viola amplificada, Guga- bateria e Edy- baixo. O baixista Edy (Cabruêra, Zé Violla etc), integrou a banda no começo da trajetória e nesta noite substitui o atual integrante oficial, Martin.

A provocativa e inusitada união da cultura nordestina com o grunge e da viola com o psicodelismo é arte díficil, que a banda faz com simplicidade e competência e atrai atenção de público e crítica nacional.

Há pouco mais de cinco anos com residência fixa na capital paulista a paraibana, de origem e referências, Zefirina Bomba, já está consolidada hoje como um dos grandes nomes do Rock independente nacional. O trio coleciona apresentações nos principais festivais do país como Abril Pro Rock (PE), Mada (RN) etc.

Após o incendiário disco de estréia “Noisecoregroovecocoenvenenado” lançado em dois mil e seis, a Zefirina trabalha em estúdio para finalizar o segundo trabalho, com lançamento previsto ainda para este ano.

OUTRAS ATRAÇÕES

O Rotten Flies é a mais experiente das outras bandas locais. Com quase 15 anos de estrada, a banda se confunde com a própria história do hardcore em João Pessoa e tem no currículo dezenas de shows por várias cidades da Paraíba e do Nordeste.

O Letal vem de Sapé e é a representante interiorana no evento. A banda destila com fúria em seu som as influências pesadas e velozes do punk, hardcore e o thrash metal dos anos 80. As referências sonoras passeiam pelo universo de bandas como Ratos de Porão, Raised Fist, Presto etc…

O alcóolico trio do Cerva Grátis nasceu da convivência de amigos, que resolveram estender as conversas embaladas por rock, das mesas de bar para o estúdio. As canções são envoltas no clima de festa, onde a diversão é o alvo principal. As letras abordam despretensiosas situações em torno da bebida, sexo e claro, o bom e velho Rock´n Roll. As melodias são pegajosas, com riffs de guitarra diretos e empolgantes e uma cozinha simples, mas coesa.

“UM PASSO A FRENTE E VOCÊ NÃO ESTÁ MAIS NO MESMO LUGAR…”

Dois dias, quase 20 horas de rock, 16 bandas de todo o país e mais de 1500 aficionados presentes foram os ingredientes perfeitos para compor o bolo de três anos do Festival Aumenta que é Rock! A maior festa do rock paraibano cumpre o propósito de proporcionar a mais diversificada salada sonora atendendo a todos os gostos dos adeptos do gênero mais universal de todos os tempos. Do rock em preto e branco ao metal. Do hardcore ao stoner rock. Do hard rock ao pop. Do eletro-rock ao pós-punk. “It´s only rock´n roll, but we like it!!”


A organização agradece a todos que de alguma forma contribuíram para a concretização do III Festival Aumenta que é Rock (equipe de apoio-som-segurança, bandas, patrocinadores, imprensa e principalmente ao público, sem o qual nenhuma festa tem brilho). O quarto Aumenta que é Rock já está em gestação e almeja passadas ainda mais largas para 2009. Aguardem e fiquem ligados nas novidades…
Abaixo algumas resenhas de jornalistas e críticos musicais sobre o III Faqer:

(Sexta-feira, 31 de outubro)

Aumenta que isso aí é Rock and Roll!!!
Por Jesuíno André

O Festival Aumenta Que É Rock é um dos responsáveis por colocar João Pessoa e a Paraíba no mapa do circuito dos festivais independentes do país. E olhe que a tarefa não é fácil.

Chegando na porta a banda Cerva Grátis já tava rolando. Bom, o Ladonorte presente para testemunhar o evento. Começamos vendo o Hijack de Campina Grande, com um bom vocalista, banda bem entrosada, mas um tanto confusa na sonoridade. Quando tocaram um cover de um famoso grupo novaioquino, a editora Olga Costa me interpelou surpresa perguntando “o que estão fazendo?!”. Descaradamente (na brincadeira!) pedi para tocarem “Jiraya”, chegando a causar risadas no grupo de belas gurias na nossa frente, que cantavam todas as músicas da banda, mas o pedido não foi atendido porque já era fim de festa. Resumindo: o som era rock alternativo com um dos guitarristas com cacoete de metal, o ponto fraco disso tudo.

O paulista Venus Volt tocam na sequência, a primeira das “estrangeiras” a subir no palco. Eu pensava que a simpática vocalista Trinity fosse grandona, mas era pequena de aparência frágil e voz bacana. O começo do show foi truncado, o volume de voz ruim e percebi que estavam um pouco nervosos. Depois acertaram a mão, o nosso Edy contribuiu para melhorar na mesa de som. O restante da apresentação foi muito legal, com o público respondendo bem. O guitarrista Pellê tem uma série de riffs e timbres perfeitos. Depois do show, me confessaram que curtiram bastante.

Tava cansado de ficar em pé e fui tomar uma gelada quando o AMP de Recife fez sua apresentação. Apesar de distante, não me surpreendeu como esperava pelos inúmeros comentários à respeito. Marcelo Gomão (Vamoz!), vindo na bagagem dos rapazes, me disse que iria ouvir o “som do caos!”. Acertou em cheio!!! Espero ter a oportunidade de ouvi-los novamente.

O local Sem Horas é um dos grupos que mais crescem no palco. Postura e sonoridade de gente grande. Tava lá para ouvir rock e consegui escutá-lo perfeitamente com os goianos do Black Drawing Chalks, rock-garage-southern-rock matador com guitarras incendiárias. Melhor show da noite, sem dúvida, até mesmo porque não assiti ao Forgotten Boys, que dispensa comentários. O som dos comedores de pequi é figura carimbada por aqui, na edição do ano passado o The Rockfellers fez um set com algumas caracteristicas parecidas.Muito bom!

Depois desse ataque tava pronto pra dormir. Por um imprevisto, não pude estar na segunda noite, mas acredito que tenha sido um sucesso, muita gente querendo ver o Mukeka di Rato e o Torture Squad, dois veteranos da cena rock nacional. O único senão do evento foi o impedimento da entrada e saída no estabelecimento, quem entrava tinha restrição se fosse sair e voltar. Muitos não gostaram da atitude, mas acredito que os produtores irão analisar esse fato.
We rock!!!

Jesuíno André- dinossauro do rock paraibano e colunista do site ladonorte.net

(Sábado, 01 de novembro)
Por Valterli Mendes

Marcado para se iniciar as 20:00 horas, o Aumenta Que É Rock teve apenas meia hora de atraso, fazendo com que eu perdesse a banda de abertura, Mobiê.

Quando adentrei ao local, por volta das 21:00 horas a banda local Thyresis fazia os últimos ajustes no palco para se apresentar. Antes do evento ouvi vários comentários que enalteciam a qualidade dessa banda, mas foi a vendo ao vivo que pude ter certeza de sua qualidade. Praticante de um Death Metal altamente técnico e cheio de boas melodias (não confundir com Death Metal melódico) o quarteto cumpriu de forma satisfatória seu papel. Além da “Intro”, que é uma instrumental contida em sua Demo de estréia, “Journey Beyond Infinity”, mandaram cinco músicas de autoria própria, onde se nota uma grande ênfase na parte instrumental, com boa influência do Thrash e Heavy Metal tradicional em algumas passagens. Os vocais graves de Victor Hugo Tagino (também baixo) se encaixaram bem no estilo adotado pela banda. Músicas como “Still Alive” e “Dispersed” foram excelentes para se bater cabeça.

As duas bandas seguintes foram Notforsale do Ceará e Rótulo de Sergipe. A primeira caminhando pelo famigerado Emocore, com vocais agressivos e letras falando de amor. Tiraram ainda um cover para “Walk” do Pantera, mas que fugiu muito da música original, ficando quase que irreconhecível. A segunda, apesar de não ser uma banda de Emocore propriamente dita, chegava a lembrar algo do CPM 22. Um Hardcore mais polido, com passagens Rock/Pop, e letras politizadas. Sobrou mais tempo para tomar umas cervejas…

Depois a banda local Soturnus sobe ao palco. Ainda divulgando seu ‘debut’ álbum “When Flesh Becomes Spirit”, a banda apresentou mudanças em sua formação, trazendo um novo vocalista, Marcos Mereles, e um novo guitarrista Eduardo Borsero. Fiquei um tanto receoso, pois Rafael Basso (antigo vocalista) tinha um vocal bem flexível, conseguindo fazer com naturalidade vocais agressivos, guturais e limpos, mas depois da Intro “Stimuli” e no decorrer de “Verge of Changes”, foi notado que o substituto caiu muito bem na banda, e ainda deu um gás na sonoridade do agora quinteto. As vocalizações agora ficaram mais agressivas e gritadas, mas as passagens limpas ainda se fazem presentes, não descaracterizando as músicas do álbum. A presença de palco de Marcos foi muito forte, com o mesmo se portando muito bem no palco, e o início com o público apenas olhando de forma curiosa a nova formação, se tornou caótico em seu decorrer, com violentas rodas de moshes sendo abertas no local. Além de músicas como “Ephemeral Lifes” e “Pain and Pleasure”, a banda ainda apresentou a nova “The Doors of Perception”, dando uma prévia do que estar por vir, e um cover para “Serenity in Fire” do Kataklysm, grande influência na sonoridade do Soturnus.

Estava chegando a hora de um dos shows mais esperados da noite. Um belo backdrop (pano de fundo) dava um visual bem bonito no palco. Na verdade esse pano de fundo é a capa do novo álbum do Torture Squad, álbum que foi bem enfatizado nesse show, a começar pelo início, com a Intro “MMXII”, que logo deu espaço para “Living For The Kill”. O caos tomou conta do lugar! Impressionante como a banda evolui a cada álbum lançado. Forte presença de palco e as viagens que a banda fez pela Europa, além da participação no Wacken, fez com que ela ganhasse ainda mais experiência no palco. No show do Torture Squad não houve espaço para ninguém descansar ou respirar um pouco, apenas em algumas passagens mais cadenciadas das músicas, onde a galera parava pra bater cabeça, no demais, com moshes e stage divings. Enquanto isso a banda continuava a destilar músicas de seu novo álbum, como “The Beast Within”, “In The Cyberwar”, a cadenciada “Hellbound” e a destruidora “Man Behind the Mask”, não necessariamente nessa ordem. O novo guitarrista, Augusto Lopes, já está totalmente inteirado com o som praticado pelos paulistanos, e apesar de um pouco parado em palco, destilou uma massa muito pesada de riffs. Já Castor, bem… O cara detona! Linhas inconfundíveis de baixo, que muitas vezes servem de apoio aos solos de guitarra. Agora o destaque da banda, sem dúvidas, é o carismático vocalista Victor Rodrigues. Esse cara canta demais! Além disso, tem uma forte presença de palco, um verdadeiro “frontman”, às vezes comandando o público sem ao menos dar uma palavra. Apesar da ênfase nas músicas do novo álbum, ainda mandaram “Horror And Torture”, “Towers in Fire” e “Pandemonium”, nessa última o local se transformou num verdadeiro pandemônio. O que já estava quente virou o inferno! A última música sintetiza bem o que é o Torture Squad: uma “Corporação do Caos”, então mandam uma das músicas que eu mais esperava na noite: “Chaos Corporation”! |Olhe que eu, às vezes, não me continha em apenas ficar olhando os caras tocando, mas o poderia resumir em apenas uma palavra: DESTRUIDOR!

Depois de um tempo para o público respirar e molhar a garganta, e novos ajustes no palco, a paraibana Letal sobe ao palco para fazer seu show. A tarefa não era das melhores, já que a banda ficou entre o Torture Squad e o Mukeka Di Rato, mas isso não a intimidou, já que fez um show correto e instigante, inclusive novamente colocando a galera para abrir novas rodas. A banda pratica um Hardcore “brabo”, com muita influência do praticado na década de 80, inclusive com forte influência do Ratos de Porão, além de trazer algumas nuances do Grindcore e Thrash Metal em músicas como “Sistema Corrompido” e “Horário Político”. A aparelhagem sonora apresentou algumas oscilações, mas era de se esperar depois de algumas horas de shows, inclusive algumas microfonias foram ouvidas no decorrer da apresentação, felizmente nada duradouro ou que viesse a atrapalhar a Letal. Ponto para o quinteto, que conseguiu fazer com que muitos agitassem, apesar do cansaço.

Apesar de o grande público presente ter se reduzido pela metade, ainda faltava o Mukeka Di Rato. Sinceramente, eu ainda não conhecia o som da banda, mas felizmente me impressionei positivamente com o que vi em sua apresentação. Apesar de estar desfalcada do vocalista Sandro, e reduzida a trio, com o horário avançado e depois de várias cervejas, Mozine (baixo/vocal), Paulista (guitarra/vocal) e Brek (bateria), incendiaram o local, com sua mistura de Hardcore com Punk e Grind. Em razão do desfalque, Mozine a toda hora perguntava ao público quais músicas ele queria ouvir, mas notei que quando ele ouvia uma citada música a tocava. Acho que era a que a banda havia ensaiado. Rodas e rodas que não pararam até o final da apresentação do Mukeka Di Rato. Os caras conseguiram deixar o público acordado, e ainda por cima agitando ao som de “Cachaça”, “Heróis da Nação Falida”, “Eu Como Merda”, e “Desculpa Mãe” (essa com os vocais de uma menina que estava no palco). A movimentação em cima do palco foi incessante, principalmente de Paulista, que corria pra lá e pra cá, se deitava, pulava e batia cabeça sem parar.

Agora é esperar o IV Aumenta Que É Rock, obviamente com uma noite exclusivamente dedicada a música pesada, preferencialmente ao HEAVY METAL e suas vertentes.

Valtelir Mendes – colunista do site recifemetallaw.com.br

CONHEÇA + THYRESIS (Último capítulo da série)

 

Mais uma representante do competente Heavy Metal que é feito em João Pessoa, o Thyresis mistura no seu som pitadas de Death, Trash e Black Metal, além de influências mais tradicionais desse estilo nervoso.

A banda foi formada em 2006 por Josué “Kain” Queiroz (Voz), Danilo Rufino (Guitarra), Andrei Targino (Guitarra) e Victor Hugo Targino (Baixo, Voz).

Ao final de 2006, Andrei se juntou ao Soturnus, e no início de 2007 João Paulo “WFD” P. Namy (ex-Hadom, ex-Overcast, ex-Befamal) se juntou ao trio e foram iniciadas as gravações da primeira demo, intitulada “Journey Beyond Infinity”.

Em abril de 2007, Josué “Kain” deixa a banda, e Victor Hugo Targino assume os vocais. O processo de gravação ocorreu em diferentes ocasiões, sendo que as guitarras e baixos foram gravados com Felipe Grisi (Wooden Bridge, ex-Soturnus, ex-Nephele), os vocais no Studio Zona Sul, e as mixagens e masterizações ficaram por conta do baixista da banda, Victor Hugo, também encarregado da produção geral da demo, em seu próprio home studio.

Ao final de 2007, o baterista Demetrius Pedrosa (Metacrose, Egregora) juntou-se à banda. Em Janeiro de 2008, Journey Beyond Infinity foi oficialmente lançada.

As letras da banda refletem o mundo exterior assim também como nosso mundo interior, ou seja, um mundo caótico e de desespero mixados com a beleza que existe dentro e fora da sociedade, com base no conhecimento e sentimento do dia-a-dia, fazendo de tudo um verdadeiro paradoxo.

SERVIÇO

Thyresis no III Festival Aumenta que é Rock.

Dia 01 de novembro, às 20h30.

LINKS

www.myspace.com/thyresis

Forgotten passando o som

Tirei essa foto na minha humilde câmera, só pra deixar o gostinho de quem vai curtir a primeira noite do Festival…. Forgotten Boys no palco botando pra moer. Rock and Roooooool.

CONHEÇA + HIJACK

Representando o Planalto da Borborema, o Hijack vem de Campina Grande tocar na primeira noite do Festival Aumenta Que É Rock. Com 6 anos de estrada, a banda hoje encontra-se em sua melhor fase com o aclamado guitarrista Giordano Frag, os irmãos Daniel e Doug, na bateria e guitarra, e com a forte presença do vocalista André.

Os campinenses acabam de lançar seu primeiro registro oficial em formato SMD, o album auto-intitulado, tras 10 faixas de um rock´n roll objetivo dosado com muito pop e hardrock que a banda se prepara pra mostrar ao pessoenses no dia 31 e repetir grandes apresentações que os consolidaram como uma das maiores bandas de rock de Campina, como foram a abertura de shows da bandas Biquini Cavadão e Dr. Sin.

É o Hijack somando a multiplicidade do rock ao III Festival Aumenta Que É Rock.

SERVIÇO

Hijack no III Festival Aumenta que é Rock.

Dia 31 de outubro, às 21:20h.

LINKS

www.myspace.com/bandahijack

CONHEÇA + NOTFORSALE

A equipe do Aumenta Que É Rock entrevistou Guilherme, frontman da banda cearense Notforsale, uma das atrações da segunda noite do festival. Em um jogo rápido de perguntas e respostas, o vocalista nos fala sobre o surgimento da banda, troca de formações, metalcore e sobre a expectativa para o festival.

Como a banda surgiu?

A banda surgiu há uns 5 anos atrás, bem na época de colégio mesmo. Hoje a formação da banda tá quase inteira mudada, só ficou eu da original. Estamos tentando consolidar o nome da banda através de shows importantes e lançando material, o que deve acontecer em janeiro, com o lançamento do “A Sete Palmos”.

Sobre a mudança de estilo, do hardcore ao metal, como é o som que vocês fazem?

Começamos tocando hardcore, mas sempre tivemos um pé no metal. O que aconteceu é que depois de um tempo, ficou impossível continuar sem tocar um som que tava bem mais presente nas nossas influências. Só ouviamos Killswitch Engage, As I Lay Dying, tocando músicas bem hardcore califórnia. A banda entrou em outra vibe e rolou essa mudança. Essa nova formação tá uma salada, o Tiago é doido por hardcore, o Emidio gosta de Metalcore enquanto eu tou ouvindo algumas coisas mais rock, o que acaba sendo saudável na hora das composições.

Pra finalizar, quais as expectativas para o show do Festival? O que a banda espera do público paraibano, que pela primeira vez vai ver a Notforsale?

As expectativas são as melhores possíveis. Ouvimos falar muito bem da cena paraibana, sem contar nas diversas bandas boas que surgem de João Pessoa. Há tempos queriamos tocar por aí e não exisitiu oportunidade melhor, que essa de tocar no Aumenta. Preparamos um repertório especial pra esse show e espero que o público paraibano receba bem nosso som.

SERVIÇO

Notforsale no III Festival Aumenta que é Rock.

Dia 01 de novembro, às 21:20h.

LINKS

www.myspace.com/not4salerock